segunda-feira, agosto 10

Leito

Obs: Texto sem acentuaçao. Teclado desconfigurado!

A colher com xarope, o lençol colocado por cima do seu corpo, o beijo na testa e um pedido a Deus que melhorasse, demostravam a quantidade de carinho que ele abrangia por ela. Ele era alguem em quem poderia confiar, alguem que importava-se com o que ela representava, independente das suas atitutes covardes e egoistas que o magoavam, contudo ele jamais fraquejou, ele aproximava-se mais e mais.



Ao lado da cama com olhar de preocupaçao, a agua fervendo no bule para o cha, os sonhos adormecidos em sua mente de um romance ao lado dela, assim ele queria ser o par perfeito, pelo menos o amigo apaixonado que talvez um dia fosse notado, essas eram suas esperanças, privar-se de sua vida por outra vida, aquilo era muito cruel, quem observava de fora, sabia do seu sofrimento, dos esforços que fazia para agrada-la, “ - Voce pode fazer isso por mim?”, sem relutar dizia “ – Mas e claro!”.


Durante o leito, a menina lamentava ter errado tanto e não ter respeitado os sentimentos de quem realmente a amava, perguntava-se “Porque fui tao cega?”,“Porque amamos quem não nos ama e damos valor as pessoas erradas?” .


A sua ultima noite foi de um interrogatorio pessoal, seu corpo sucumbia em lagrimas, ele tinha adormecido segurando a sua mao, aquilo a confortava, suas atuaçoes simples e efetivas mesmo após a morte não seriam esquecidas, tentou adivinhar o que ele deveria estar sonhando mas não conseguiria chegar ate o fim do sonho, pois a sua hora tinha chegado.


Os dois adormeceram juntos de maos dadas, porem somente um deles acordaria para uma nova vida, talvez um recomeço tornara-se necessario para ambos, infelizmente somente um sobreviveu da sua doença. E essa doença era o amor.



Faça-se apaixonado e faça-se apaixonar...

Contudo sempre a um limite entre a razao e a emoçao...



Jefferson Lucas

sábado, julho 11

Imovél para ser feliz


Sentada no sofá em frente a televisão, assistia um daqueles filmes românticos fim de madrugada, relembrava de noites anteriores, o controle remoto na sua mão direita não tinha como mudar, não podia parar as lágrimas que escorriam e secavam em suas bochechas.


O clima frio da noite atingia sua pele, sentia falta do companheiro, no filme o casal de namorados se entregavam completamente um ao outro, e ela fechou os olhos e pode começar a imaginar mas preferiu abri-los e evitar ao máximo.


Quis ser forte, eu sou forte, desligou a televisão, foi para o quarto, ligou o ventilador e pediu a Deus que esquece-se o que tinha passado, amém, deitada olhando para o teto planejava sua nova vida, lá fora, na rua tocava uma música que a puxou de volta ao passado não tão distante.


As lágrimas acompanharam ela pela noite e quando o sol chegou pela manhã, com os olhos avermelhados e inchados, discou um número no telefone, que tinha apagado da agenda, porém na mémoria aqueles números sorriam como um prêmio de loteria. Mesmo sabendo que estava certa pelo fim, pediu desculpas e pediu o seu retorno.


Caros amigos, o amor é mágico, contudo as vezes nos cega de uma forma, que cometemos erros terrivéis, imaginando que o problema esteja sempre conosco, queremos tanto agradar o outro, que esquecemos de nos contemplar diariamente com uma boa dose de felicidade.


Ame-se primeiramente...
Para amar ao próximo...
Jefferson Lucas

quinta-feira, junho 18

Ela e ele



O lugar para aqueles dois era o que menos importava no momento, perto dos pensamentos e desejos que rondavam nas suas mentes. Já havia alguns anos que não olhavam nos olhos um do outro, que não sentiam aquele abraço aconchegante e que não apreciavam o carinho aproximado que cultivaram até aquele momento de sua amizade.

Olhares, poucas falas, um ar sem graça e meio frio se instalou naquele lugar, nem de longe lembrava os animados assuntos das últimas conversas que tiveram, as pernas dele tremiam, as mãos dela suavam, o olhar dela escondia o desejo dos lábios dele nos seus, a carta escondida no bolso de trás da calça desbotada dele não revelou o querer do relacionamento entre ambos. Não sentiam fome e nem sede, pórem seus corações queriam se alimentar da semente que já estava plantada e vinha sendo cultivada a distância.

Faltava tão pouco e ao mesmo tempo estava tão distante. Sorrisos de canto, goles de água e piadinhas contadas entre os assuntos do cotidiano. Elogios, “adorei seu cabelo”, gentilezas que faziam parte das suas personalidades. Era noite, o ponteiro do relógio só não passava, pois era digital e nele os números confundiam-se no pulso.

Se os pensamentos tivessem vida, com certeza, pulariam um no outro. Não perdiam para ninguém em criar expectativas e imaginar situações. Contudo por receio, a imaginação venceu a realidade e o amor oculto continuou amizade.

Uma semana após o ocorrido, ela tinha retornado com o ex-namorado e ele queimava a carta escrita.


As oportunidades passam a todo o momento entre nossos dedos...
Observe e aproveite tudo...



Jefferson Lucas

Bye ^ ^

sexta-feira, maio 15

Pequenas teclas. Pequenos gestos.


De lados opostos da tela,

tanto na vida amorosa quanto na vida social,

Eles trocavam afinidades nas pequenas teclas e nos pequenos gestos.


De grão em grão foram preenchendo as lacunas das coisas que faltavam a ambos,

Mesmo a distância, era mais importante um para o outro do que qualquer amigo constante.


Muitos diriam que estavam se apaixonando,

altos papos até de madrugada,

Trocaram telefones e o assunto rendia pela linha e o dia ia embora,


Gostavam de bolo de cenoura, chocolate e coca-cola,

Detestavam dar esmola, melancolia, melancia e mariola.


Concordaram em nunca se encontrar ou cobrar algo um do outro,

Com medo de perderem o que tinham construído e se estabilizado,


Ambos infantis, covardes e sonhadores, preferiam o contentamento vivido.

Ao invés da cruel expectativa de um futuro em comum.


Mascarados por suas telas, separados fisicamente.

Suas teclas tão pequenas e seus grandiosos gestos de carinho,


Seguiriam seus destinos até quando um dia o telefone não tocar mais,

Ou quando o seu status estiver definitivamente ocupado.



Jefferson Lucas


Os Pequenos Detalhes Me Apegam...



Bom fim de semana

Acordando



A noite não era mais criança, e o sono imperava após o cansaço das brincadeiras,


Ao acordar, deixou sinceras mensagens espalhadas pelo quarto.

O cheiro suave de um banho morno acompanhado de uma hidratação corporal,


Uma brisa fria passou pelos meus pés me fazendo sorrir e me contorcer.

Senti o hálito fresco vindo de seus lábios semi molhados.


Toque me! – logo pensei.


Não foram atendidos todos os meus pensamentos,

Mas prossegui com eles até aonde poderia ir.


Com certeza estava com pressa, contudo os minutos moviam se lentamente para mim,

Seus movimentos pareciam uma espécie de dança, as mãos deslizavam pela própria pele.


Vestia-se, observei cada peça que colocou, porém a imagem do corpo nu desfilava na memória.

Soprou um beijo na direção em que estava meu peito arrebentando de vez com meu coração.


Antes que eu pudesse me recompor do êxtase, já tinha saído pela cidade afora se tornando miragem.

Levantei-me, olhei para a cama desarrumada, não pensei duas vezes em retornar a ela.


Naquele momento não quis participar da realidade, fechei meus olhos e até agora espero seu retorno.



Jefferson Lucas

sábado, maio 2

Bom Dia


Bom dia ao "Dia"!

Hoje o sol está tímido e as nuvens sapecas...

Já reparou com que rapidez elas caminham sobre nossas cabeças?!

Acho que o dia vai ser bom... Pelo menos desejo isso...

Pensando bem o sol não está tão tímido assim...

Ele brinca de pique com sapequitas nuvens, conta de zero a dez, e corre atrás das benditas...

Some e aparece, sorri e as vezes escorre algumas lágrimas pois ralou o joelho, mas não para de brincar...

Nunca Pare de Brincar!!!

E um Bom dia a todos...

For Mandi...

Jefferson Lucas

sábado, fevereiro 28

Açucareiro - Vó Maria Basílio Lucas

Maria era a patriarca da família, sábia, serena e bondosa, aquelas vovós que dá vontade de apertar, seus filhos, netos e até bisnetos a visitavam para prosear, e sorrir um pouco com as histórias de vida da senhora.

Na casa da vovó Maria, especificamente na estante velha que estava se acabando havia um açucareiro de porcelana.

Sempre quando havia uma conversa mais séria, lição de vida a dar, vovó utilizava formas diferentes de lidar com diversos casos, sua neta se queixava de que nada de bom acontecia na sua vida, rapidamente vovó passou a mão no açucareiro e colocou na mão da menina.


- O que você vê nisso? – perguntou Maria.

- Um açucareiro.

- E como esta a vida dentro dele?

- Vazia Vovó. – resmungou a menina.

- Mas porque será que está vazio?

- Porque não há açúcar, ninguém colocou açúcar vovó.

- Exato. Este açucareiro é igual as nossas vidas. Sempre faltará açúcar, por mais doce que esteja à vida, um dia o açúcar irá acabar e ficar vazio, às vezes outras pessoas encheram o açucareiro para nós, porém isso não quer dizer que temos que esperar que os outros façam pela gente, cabe a nossa própria pessoa, regular e completar o açucareiro.

A menina parou, se calou, pensou e abraçou a avó, com um sorriso de canto.
Foi até a dispensa, achou 1 kg de açúcar no cantinho, parecia reservado para a ocasião.
Encheu apenas metade do açucareiro e o restante fez um bolo de fubá que à avó adorava...


A vida é feita de escolha. Quem não ouviu ou leu esta frase antes.
Faça as coisas por você, não espere que as coisas caíam nas suas mãos.
Preencha o vazio dentro do seu ser, seja você sempre.
Valorizem as pessoas que te amam.
Valorizem a família.



Dedico este texto a minha Vovó Maria.
In Memoriam
28 de Janeiro de 2011
Saudades Vó.
Te amo.

As Dores Físicas não tem Sentido Perto da Perda Familiar

Jefferson Lucas